Sopa super cremosa de batata-baroa (mandioquinha)

Estava eu com umas batatas-baroas dando mole na geladeira, e com vontade de fazer uma coisa rápida e fácil para jantar. Aí resolvi fazer uma sopinha, que na verdade saiu um creme super saboroso e fácil de fazer!
Vamos lá!

Ingredientes:

500 g de batatas-baroas descascadas e cortadas em pedaços
1 litro de água
1 fio de azeite
1 colher de chá de sal
pimenta do reino a gosto
uma pitada de noz moscada (opcional)
1 caixinha de creme de leite (200 g), sem soro.

Cozinhe as batatas na água, com o sal, o azeite, a pimenta e a noz moscada. Quando as batatas estiverem cozidas, bata tudo no mixer. Eu uso o mixer na panela mesmo, bem mais prático.Se ficar muito grosso, tipo um purê, coloque um pouco de água e mexa, no fogo baixo. Se ficar numa consistência boa para uma sopa creme, é só colocar o creme de leite, mexer em fogo baixo para incorporar bem, acertar o sal e a pimenta e servir com um queijo ralado! Fica divino!

Rendimento:  3 ou 4 bowls, como esse da foto.






Você sabe o que é glúten?

Glúten é uma proteína encontrada em alguns cereais, como trigo, aveia, malte, cevada e centeio. Então, na alimentação ocidental, o glúten é quase onipresente. É só você pensar: pão, pizza, cerveja, biscoitos, bolos, alguns chocolates, mix de cereais, qualquer coisa que seja empanada, lanches tipo salgadinho, sanduíches, etc... todos esses alimentos contém glúten! E você deve estar se perguntando: Qual a importância desse papo?
O ponto, aqui, é divulgar a informação: O glúten é uma proteína, presente em muitos alimentos, e existem pessoas que não podem ingeri-lo! Trata-se da Doença Celíaca, uma intolerância permanente ao glúten, em pessoas com uma tendência genética para tal.  A Doença Celíaca é uma condição séria, não é frescura! Geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo, entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na vida adulta. O diagnóstico às vezes é complicado, mas pelo menos o tratamento não é medicamentoso e sim uma dieta totalmente isenta de glúten. 
O que é bom por um lado (não precisar tomar remédios para o resto da vida), é complicado por outro, porque fazer uma dieta isenta de glúten para sempre pode ser trabalhoso, principalmente se as pessoas não entendem e não ajudam. Mas dá! Com o apoio da família, dos amigos, e com a conscientização da população tudo fica mais fácil. 
Sobre este assunto posso falar com propriedade, porque tenho uma irmã celíaca, hoje adulta, com uma vida totalmente normal, feliz, mas lá nos anos 80-90 eu lembro da dificuldade enorme que meus pais tiveram para obter um diagnóstico e começar um tratamento efetivo.
E posso dizer: só a dieta vai fazer o celíaco ficar bom, se sentir melhor, levar uma vida normal. Não, não é frescura!  É uma necessidade, assim como o diabético não pode comer açúcar. E o meu objetivo aqui, como eu já disse, é divulgar informação, mas não só para quem tem a intolerância. Quero divulgar para o público em geral, porque a informação é a melhor forma de facilitar a vida de quem não pode comer glúten. 
Você já notou que no rótulo de todos os alimentos industrializados existe a expressão "não contém glúten" ou "contém glúten"? Essa foi uma medida do governo, através da  Lei 10.674/03, de prevenir e controlar a doença celíaca.
Como a proposta do Blog é também falar sobre maternidade, vou contar aqui a orientação que tive da pediatra da minha filha em relação ao glúten na dieta dela. Comentei do caso de doença celíaca na família, e ela me orientou a não dar nada com glúten para minha filha, até 1 ano de idade, pelo menos. Disse que não faz falta alguma, e que normalmente recomenda essa conduta mesmo para quem não tem histórico familiar da doença. Ela disse ainda que a ingestão tardia do glúten pode reduzir a chance de desenvolver a intolerância. Saí satisfeita do consultório, feliz em poder tentar prevenir de alguma forma.
Simbolo universal de não contém glúten
Outra coisa: como adoro cozinhar, e sempre coloco receitas por aqui, toda vez que uma receita não tiver glúten, vou usar o marcador "sem glúten", para facilitar a pesquisa no blog. Então, para os interessados, é só digitar sem glúten lá na caixinha da busca do blog, que as receitas serão listadas.

Boa Páscoa!!!

A papinha mais gostosa de todos os tempos!

É a papinha mais gostosa de todos os tempos no gosto da minha filha, claro! Mas espero que seus filhos gostem bastante também! Ela é toda feita com ingredientes naturais, sem glúten e sem lactose. Minha bonequinha a princípio não tem nenhum problema de alergia, mas como tenho uma irmã que tem doença celíaca, questionei a pediatra a respeito e ela me orientou a não dar glúten a minha filha até um ano de idade. Disse que o glúten não faz falta alguma, e que essa conduta pode prevenir intolerâncias futuras, em crianças com ou sem histórico na família! Achei ótimo poder prevenir! Fica a dica para as mamães!

Ah, falei sobre a introdução alimentar da minha filha aqui.

Vamos aos ingredientes:

400 g de batata baroa cortada em pedacinhos, sem casca
400 g de abobora madura cortada em pedacinhos, sem casca
1 abobrinha sem casca, cortada em pedacinhos
carne de 2 coxas e sobrecoxas de frango, sem pele e sem osso.
1 fio de azeite
1 pitada de sal
1/3 de uma cebola pequena cortada em pedaços bem miudinhos.

Numa panela grande, refogue a carne do frango, cortada em pedaços, com um fio de azeite, uma pitada de sal e a cebola picadinha. Depois de refogado, acrescente água, cobrindo o frango e passando uns 3 dedos, mais ou menos. Tampe e deixe cozinhar por 15 minutos. Quando o frango estiver bem cozido, tire quase todos os pedacinhos da água (não jogue a água fora, tire o frango com um garfo ou escumadeira!). Eu deixei o equivalente a duas colheres de sopa cheias de frango na panela com a água, para ser triturado com os legumes depois.
Acrescente os legumes picados na água que cozinhou o frango e, se necessário, um pouco mais de água, para cobrir. Não precisa colocar muita, porque a abóbora e a abobrinha soltam água também. Deixe cozinhando com a panela tampada até os legumes estarem macios. Destampe a panela e deixe secar um pouco da água, se necessário, para a papinha não ficar muito aguada. Depois, é só triturar tudo no mixer!
Nunca jogue a água fora, deixe sempre evaporar, porque se você joga a água fora, está jogando fora também os nutrientes dos legumes e a proteína do frango junto com ela... 

Rendimento: 10 potes de 180 ml. Faço e congelo, fica ótimo! Minha bonequinha amou!
Os potinhos no congelador


Para fazer uma variação da mesma papa, eu cozinhei um pouco de brócolis numa panelinha separada, triturei e coloquei um pouco desse purê de brócolis em 4 potinhos com a papinha aí de cima.

Obs: Usei a carne de coxa e sobrecoxa de frango porque acho mais saborosa e mais fácil para fazer o caldo. Mas você pode usar peito também, sem problemas. O frango que eu não triturei na papinha, eu guardei para usar desfiado em alguma outra receita! Não jogue fora! É só temperar e aproveitar!
O potinho da esq. tem brócolis, o outro é a receita original!


Se você achou a receita muito grande, corte todos os ingredientes pela metade e faça cinco potinhos, para experimentar!

Bom almoço para os babies! 










Introdução à papinha salgada

Olá! Hoje vou escrever sobre como aconteceu a introdução alimentar da minha bonequinha no mundo das papinhas salgadas!
No curso de gestantes que fiz, fui orientada a fazer a papinha salgada com um legume branco, um laranja ou amarelo e um verde, e mais uma proteína, que seria o caldo de carne ou frango (caldo natural, claro!). Fui orientada também a usar uma pitadinha de sal e um pouco de alho, cebola e óleo ou azeite, para refogar a carne.
Então a receita seria essa, por exemplo:
batata inglesa + cenoura + chuchu+ caldo de músculo + óleo, alho, cebola e sal.
Isso foi quando eu estava grávida, no curso para gestantes.
Já quando minha filha tinha cinco meses, e em breve eu voltaria a trabalhar, a pediatra me orientou basicamente do mesmo jeito, a história das 3 cores de legumes, o caldo da carne e um tempero suave, para ir acostumando. Uma coisa que ela ressaltou foi que a papinha não era para ser estilo "vigilantes do peso", tinha que ter um pouco de óleo ou azeite sim, as crianças precisam e faz parte de uma alimentação saudável.
Então comecei assim... Fiz a tal papinha como mandava o figurino e minha filha o-d-i-o-u! Não comeu nada, cuspiu tudo... E olha que estava bem gostosa. Mas estava gostosa para o nosso paladar, e não para o paladar delicado e com pouca informação como é o paladar do bebê. Tentei essa papinha algumas vezes e não deu certo mesmo...
Aí resolvi tentar a papinha Nestlé, para ver o que acontecia. Tirei a papinha do potinho, esquentei e coloquei no pratinho dela. Foi mágico! Ela abriu uma boca de jacaré e comeu tudo! Fiquei feliz e passada ao mesmo tempo...
Intrigada, resolvi experimentar a papinha da Nestlé e vi que ela tinha um gosto de... nada! Nada de sal, nada de temperos... Gosto de nada! E todos os bebês adoram! Se você é mãe sabe disso, e se não é, pergunte para sua amiga que tem filhos se eles não amam a papinha da Nestlé...
Comentei isso com a pediatra, e ela concordou comigo que a papinha é bem sem gosto mesmo...e que as crianças amam!
A partir desse momento resolvi dar uma pesquisada e vi mães e pediatras que orientavam a não usar sal algum e nem temperos... Resolvi testar a tática e deu certo! A minha filhota começou a aceitar bem melhor a papa salgada! Claro, não era com aquele bocão que ela faz para a da Nestlé, mas ela come bem direitinho!
Fui tentando várias combinações e no início realmente não colocava nada de sal nem temperos. Hoje, como faço uma quantidade maior para congelar, coloco uma pitada de sal e um terço de cebola picadinha, e ela já aceita muito bem. O alho realmente eu nunca mais tentei, o gosto é muito forte. De todas as combinações que testei, teve uma que foi campeã, que ela abre um bocão e fica esperando a colher! Hahahaha! Como o post já está enorme, vou dar a receita e explicar tudo no próximo post!

Beijos!

Atualização: a receita da papinha está neste post. :)